terça-feira, 28 de outubro de 2008

Espera-se que sejamos adultos, que assumamos responsabilidades, que admitamos as nossas falhas, que demonstremos eficácia e segurança, que sobrevivamos à custa de um trabalho, que contribuamos para a sociedade, que racionalizemos os sentimentos. Nessa altura, quando o grau de exigência aumenta até esses níveis, sente-se uma nostalgia dolorosa ao relembrar quando nada disto era necessário… a Infância. Aí supunha-se que agíssemos como crianças, com toda a inocência cruel, com a irresponsabilidade nos actos e nas palavras, vivendo só na esperança de conseguir brincar mais uns minutos antes de fazer os trabalhos de casa. O curioso desta época pueril, é que ninguém se apercebe do quão privilegiados somos ao poder agir dessa forma. Quando somos crianças, vivemos na angústia permanente de chegar a ser adulto para podermos fazer as coisas que os adultos fazem, para ter a liberdade que os adultos têm.
Liberdade…puro engano.

(Dedicado aos meus catraios)

1 comentário:

Ilidia disse...

Bonito :)
MTO bonito :)